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História Confirma-se que a Saúde Pública em Portugal continua doente. O programa do Ministério da Saúde para reduzir as listas de espera nas cirurgias e consultas hospitalares continua gravemente lento, em muitas especialidades médicas. Há Urgências hospitalares que chegam a estar à beira da ruptura com profissionais de Saúde saturados. As acusações de negligência médica começam a surgir... . Continua a existir falta de médicos (nalgumas especialidades é muito preocupante), enfermeiros, técnicos... e há médicos sub-aproveitados ... . Há Centros de Saúde que funcionam com graves carências. A marcação de exames médicos de diagnóstico não correspondem, tantas vezes, à urgência da situação de saúde do doente. Reina no Sistema Nacional de Saúde (SNS) uma boa parte de desorganização, falta de disciplina, burocracia, estudos e experiências de gestão (como já nos habituamos com o rodar de Ministros) ... e a sua Reforma prossegue sem horizontes. Entretanto, continuam doentes a sofrer (e a morrer) à espera ... . - Desde 1995 que lutamos para ser ouvidos e para que a Reforma na Saúde Pública surja. - Em 1996 remetemos ao Senhor Provedor de Justiça o total de 19.104 assinaturas a denunciar a grave realidade da existência de doentes à espera de serem chamados para intervenções cirúrgicas, alguns já com mais de 10 anos de espera, em sofrimento e bastantes a morrerem da espera. - Nessa data também igual denúncia apresentámos ao Ministério da Saúde, na pessoa dos seus responsáveis, bem assim fizemos chegar às mãos das Entidades Políticas, Sindicatos da Saúde e Ordens dos Médicos, escritos com o nosso apelo. - Em 1997 o Senhor Provedor de Justiça, após inquérito a alguns Hospitais, confirmou publicamente a gravidade da situação. - Em Maio de 1999, para tentarmos ser melhor ouvidos, fundámos a associação cívica denominada «MOVIMENTO ORGANIZADO CONTRA as LISTAS de ESPERA na SAÚDE - MOCLES», com 42 sócios fundadores de grande relevo na sociedade portuguesa. E algo melhorou, mas ainda muito longe das promessas e acções políticas publicamente anunciadas, especialmente aquando das campanhas eleitorais.
- E como a Reforma da
Saúde Pública continua por fazer, então avançamos mais e fizemos nascer em
2001 o MOVIMENTO pelo DOENTE - MD que foi
concretizado no Tribunal Constitucional em 2002 sob uma estrutura
política, inédita, com a finalidade de procurar levar todos os
intervenientes do Sistema Nacional de Saúde, especialmente os Partidos
políticos, a encontrarem, a curto prazo, soluções para uma Reforma de
Saúde eficaz, sem vitórias partidárias ou pessoais. Será utópico? mas não
merecerá o bom Povo português esta concretização? |